Atitude Inicial - Empresa de Impacto Social

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    Trilha.lab

    Categoria: Segurança Ferroviária e Protagonismo Jovem

    Serviço: Encontros formativos, oficinas e ações nas comunidades que fazem parte do trecho da estrada de ferro de Vitória a Minas (EFVM).

    Website: https://trilhalab.com.br/

    01.

    O desafio

    A Vale se preocupa com os impactos da sua atuação nas comunidades onde exerce suas atividades. Por esse motivo, a empresa mantém programas de segurança, pensados nos desafios próprios que as linhas férreas apresentam e que não devem ser negligenciados. Acidentes ferroviários – sejam eles um tombamento, um abalroamento, um atropelamento ou qualquer outro tipo – também devem ser prevenidos.

    Com isso em mente, diversas soluções técnicas são pensadas e implementadas constantemente pela Vale, para reduzir os riscos e as porcentagens dos acidentes nas linhas que opera. O mapeamento dos grupos e dos comportamentos de risco é fundamental, mas para atuar junto a muitas destas causas de acidentes é preciso mais que soluções de engenharia. É necessário repensar padrões de comportamento.

    02.

    A solução

    Trabalhar a educação junto a crianças, jovens e adultos que habitam áreas atravessadas por linhas férreas é um caminho para a construção de comportamentos que não sejam nocivos à segurança, bem como para a desconstrução de padrões de comportamentos prejudiciais ao bem-estar individual e coletivo.

    Assim nasceu o Trilha.Lab, uma iniciativa da Vale que tem a missão de sensibilizar a população jovem acerca da importância da segurança no entorno da linha férrea, instrumentalizar tecnicamente os participantes, e despertar seu protagonismo por meio de encontros formativos e oficinas que culminam na criação de propostas para redução de acidentes ferroviários em suas comunidades. Por meio do projeto, jovens de 15 a 25 anos ampliam a autonomia para construírem suas próprias histórias e suas capacidades de participação na vida pública e na solução de problemas coletivos.

    No ano seguinte, em maio de 2023, chegamos ao desembarque desta jornada: um encontro presencial de culminância — ambientado com decoração de praia, local que melhor une capixabas e mineiros — que contou com a presença dos facilitadores Elaine Bonorino (Psicóloga), Fábio Muller (Diretor Executivo do CIEDS), Leonardo José (Gerente de Empreendedorismo do CIEDS), Juarez Júnior (Idealizador e CEO da Atitude Inicial) e Andressa Azevedo (Analista de Relações com a Comunidade na Vale). Lá, eles conduziram os painéis “Eu comigo”, “Eu com a comunidade”e “Nós com o território”, trabalhando autoconhecimento, relacionamento e articulação com a comunidade e habilidade de gestão para a realização dos projetos em conjunto.

    "Eu confesso que de início achei que o Trilha.Lab seria mais uma coisa em que os adultos ditam o que os adolescentes precisam fazer e eu cheguei aqui e vi que era uma coisa totalmente diferente. Era um lugar em que nossas ideias eram acolhidas. Eles perguntaram o que nós queríamos fazer e foi feito, nós aprendemos diversas coisas!" - Maria Angélica | Conselheiro Pena (MG).

    03.

    O resultado

    Em 2019, o Trilha.Lab passou por quatros comunidades, sendo: Baguari (Governador Valadares, MG), Itapina(Colatina, ES), Ipaba do Paraíso (Santana do Paraíso,MG) e Mascarenhas (Baixo Guandu, ES). Nesta edição, contamos com a participação de 91 participantes.

    No ano seguinte, em 2020, enfrentamos um cenário atípico: a pandemia do covid-19. Devido a esta realidade que não permitia encontros presenciais, criamos três caixas de experiências: a 1º foi entregue com o objetivo de consolidar o que já havia sido trabalhado no Ciclo I, em 2019. O conteúdo passou pelo resgate das experiências, conhecimentos e projetos realizados no ano anterior, com o intuito de complementar os aprendizados e preparar os participantes para o Ciclo II, que começou a se desdobrar a partir desta caixa. Nesta etapa, foram entregues 82 caixas: 14 em Itapina, 29 em Mascarenhas, 30 em Baguari e 16 em Ipaba do Paraíso. Das caixas recebidas, 59 desafios foram concluídos: 10 em Itapina, 21 em Mascarenhas, 18 em Baguari e 10 em Ipaba do Paraíso.

    A caixa 2 convidou os participantes ao desenvolvimento efetivo de habilidades que seriam utilizadas no último desafio do Ciclo II. Este fluxo de atividades convidou o participante a escolher uma dentre quatro habilidades (texto, áudio, fotografia e vídeo) para, além de conhecê-las tecnicamente por meio dos Manuais de Habilidades enviados e dos vídeos disponíveis no site, realizar o(s) desafio(s) proposto(s) nas atividades utilizando a técnica escolhida. Aqui, 89 caixas foram entregues: 14 em Itapina, 29 em Mascarenhas, 30 em Baguari e 16 em Ipaba do Paraíso. Destas, apenas 43 foram realizadas, sendo: 10 em Itapina, 21 em Mascarenhas, 8 em Baguari e 4 em Ipaba.

    A terceira e última caixa buscou guiar os participantes no desenvolvimento e execução de um projeto que contribuísse para a redução de acidentes nas comunidades atravessadas pela EFVM. Por meio de materiais que auxiliaram na criatividade e delimitação das ações, os jovens puderam estruturar as iniciativas voltadas à segurança ferroviária para executá-las em seus territórios. Ao todo, 43 caixas foram entregues: 10 em Itapina, 21 em Mascarenhas, 8 em Baguari e 4 em Ipaba. Desta vez, os participantes finalistas foram orientados a realizar uma ação única, em conjunto, em virtude do tempo disponível para a execução, além de maiores chances de gerarem um impacto mais significativo na comunidade.

    Em 2021, estivemos em contato direto com 91 jovens – sendo que 80 estiveram até o fim, concluindo a certicação. Essas juventudes estavam distribuídas em 4 comunidades: Aimorés (MG, Conjunto SIR (MG), Maria Ortiz (ES) e Tumiritinga(MG).

    Em 2022, o Trilha.Lab aconteceu de abril a outubro, e realizamos 3 ciclos: o primeiro ciclo em João Neiva (ES), Ibiraçu(ES) e Conselheiro Pena (MG), totalizando 94 jovens. O segundo ciclo em Tumiritinga (MG), Conjunto SIR (MG) e Aimorés (MG), com 54 jovens. E o terceiro ciclo com 18 jovens em Mascarenhas (Baixo Guandu, ES). Ao todo, 166 jovens foram impactados no ano.

    Entre os principais feedbacks estão:

    “O Trilha.Lab foi um projeto inesperado, não sabia que ia acontecer. Me convidaram e eu acabei aceitando. Achei que seria um projeto legal e tá sendo uma parada massa. Os encontros foram uma coisa muito legal e tá abrindo a mente não só minha, mas dos amigos também. Em vez de você estar fazendo outra coisa, tá aqui, com os amigos. – Henrique | João Neiva (ES)

    “Foi uma experiência maravilhosa, eu me senti realizada por contribuir com a comunidade de Mascarenhas, alertando-os sobre os perigos que podem acontecer na linha ferroviária se não prestar atenção, fiquei muito feliz de termos alcançado tantas pessoas, algumas não sabiam dos problemas. Esse projeto fez muita diferença na comunidade, a galera ficou mais atenta com os perigos da linha. Foi incrível ter sido protagonista e ajudar as pessoas da minha comunidade”. – Kelri Cristina | Mascarenhas (Baixo Guandu, ES)